Arquitetura futurista que imita a natureza

Temos visto muitos arquitetos desenvolvendo projetos com formas orgânicas e desconstruídas. Volumetrias que lembram seres da natureza, muitas vezes seres microscópicos. Estes projetos são viáveis graças aos novos softwares com plataforma BIM (Building Information modeling). Estes permitem que o projeto seja criado em três dimensões e geram concomitantemente ao desenho de plantas, as elevações, estruturas, listas de materiais, etc. Os softwares atualmente possuem rotinas que permitem analisar os desempenhos estruturais, ergonômicos, conforto térmico e acústico. A geração de energia solar, reuso de água pluvial, entre outros sistemas sustentáveis já fazem parte da rotina de um arquiteto e das equipes multidisciplinares.

Preocupada em reduzir suas emissões, a cidade de Taichung em Taiwan lançou no ano passado um concurso de projetos de arquitetura para ocupar uma área antes ocupada pelo aeroporto local, que mudou de endereço. O vencedor da competição foi ninguém menos do que o visionário arquiteto belga Vincent Callebaut, que projetou uma imensa torre verde que não só combina como supera os principais indicadores de um edifício sustentável. Chamada de Bionich Arc, a torre em forma orgânica foi orçada em 85 milhões de reais e terá emissão zero de carbono. Com jardins suspensos integrados em toda sua fachada, o edifício de 119 metros de altura será capaz de produzir sua própria energia a partir de fontes alternativas, como solar e eólica.

Há muitos anos atrás, Aristóteles, um filósofo grego e discípulo de Platão, afirmou que a arte seja imitação, mas coloca a imitação como algo “natural”, verdadeiro, não sendo ignorância ou ilusão, mas sim uma atividade conforme a “natureza”. Para ele, a célebre fórmula da Physique, “A arte imita a natureza”, não significa que a arte deva reproduzir a natureza, mas sim que a arte tem essa capacidade, além de ter a capacidade de produzir, rivalizando com a natureza. Ele propõe três maneiras fundamentais de imitar: a representação do que as coisas são; a representação do que as coisas parecem ser, o verossímil; e a representação do que as coisas deveriam ser, o ideal.

Aristóteles foi o primeiro filósofo a analisar a natureza do prazer estético, concluindo que o prazer estético legítimo deve-se ao fato de que a obra de arte (leia-se também da arquitetura¹) nos faz raciocinar ao compararmos o retrato ao seu modelo, nos encantando encontrar esta relação mimética entre arte e natureza. Contrariamente a Platão a arte não é ignorância, e sim ampliação do conhecimento.

Cinematográfica com o pretexto de defender a juventude do vício, indecência e crime.

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(1) Nota do arquiteto Hipólito de Oliveira.

Fontes:

http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/6-incriveis-construcoes-futuristas-que-imitam-a-natureza#1

http://archestesia.blogspot.com.br/2009/05/com-base-em-haar-michel.html