Geração fotovoltáica (soluções sustentáveis)

Estamos vivendo momentos de reflexão a respeito da escassez dos recursos naturais renováveis. Os pesquisadores estão em busca constante de novas tecnologias e suas aplicações práticas, visando a minimizar o consumo de energias poluentes, como o petróleo e a energia elétrica gerada por termoelétricas. Os profissionais da área de arquitetura e engenharia tem a responsabilidade de se atualizarem e oferecer a seus clientes, o que há de mais atual em termos de soluções sustentáveis.

Placas fotovoltaicas: Diferente dos aquecedores solares, que apenas geram água quente para chuveiros, torneiras ou piscinas, as placas fotovoltaicas têm a capacidade de gerar energia elétrica a partir dos raios do sol. Essa energia pode ser utilizada para diversos fins, como acender uma lâmpada ou ligar uma televisão.

Os painéis fotovoltaicos são compostos por estruturas chamadas células fotovoltaicas, que têm a propriedade de criar uma diferença de potencial elétrico por ação da luz. O efeito fotovoltaico faz com que essas células absorvam a energia do sol e façam a corrente elétrica fluir entre duas camadas com cargas opostas.

Os materiais mais frequentemente usados para a fabricação destas células são o silício cristalino e o arsenieto de gálio. Um conjunto de células formam cristais, que são posteriormente cortados em pequenos discos polidos, que são as pequenas bolinhas que vemos nos painéis. Com a adição de fósforo e condutores metálicos, formam-se as células, que são posteriormente fixadas num painel rígido ou flexível e que recebe uma placa de vidro na face frontal para proteção das células.

A CPFL Paulista realizou sua primeira conexão de instalação de micro geração distribuída, na cidade de Ribeirão Preto (SP) em uma residência que irá utilizar placas de geração fotovoltaica solar para geração de energia elétrica. A partir de agosto, a energia excedente gerada pela instalação passará a ser utilizada também no SIN, ou seja, disponibilizada para outros clientes, gerando créditos de utilização de energia ao proprietário do sistema. Além da ligação realizada na cidade de Ribeirão Preto, as distribuidoras da área de concessão da CPFL Energia receberam outros 13 pedidos de ligação de micro e mini geração distribuída. Os projetos estão sendo analisados e validados pelas distribuidoras locais.

A micro e mini geração distribuída foram regulamentadas pela Aneel em abril de 2012 para vigência a partir de dezembro de 2012, por meio da Resolução Normativa nº 482/2012. A CPFL Energia possui os medidores regulamentados de acordo com as regras da referida resolução da Aneel. Os aparelhos estão à disposição para atender pedidos dos consumidores que fizerem a solicitação para a instalação desses sistemas de geração. Além disso, as distribuidoras do Grupo também exigem a instalação de um inversor de frequência.

Para realizar o pedido de ligação de micro ou mini geração distribuída, o cliente da CPFL deve acessar o website da distribuidora. No website é possível encontrar uma cartilha de orientação com informações e os requisitos para realizar a ligação¹.

O uso em grande escala: A quantidade de energia gerada por uma usina solar está diretamente ligada à quantidade de sol que incide sobre a região a cada dia e à área de painéis de cada usina. O Brasil ainda é incipiente no uso da energia solar, mas países como Alemanha, Portugal, México e Canadá já possuem diversos parques de geração de energia solar.

Esta é uma forma totalmente limpa de geração de energia e a tendência é que seu uso se intensifique.

O uso em pequena escala: É possível contar com painéis solares para suprir uma residência ou parte dela com esse tipo de energia?

Devido ao fato da quantidade de energia gerada estar intimamente ligada à quantidade de painéis, podemos dividir os circuitos de uma residência, ligando apenas parte deles ao sistema de geração solar, enquanto a outra fica ligada ao sistema comum que vem da concessionária. Dessa forma conseguimos chegar a uma melhor relação custo x benefício do sistema.

Outra maneira de utilizarmos a energia solar e que está se tornando mais comum é para a iluminação externa. O mercado começa a produzir luminárias (várias delas usando lâmpadas de LED) que funcionam unicamente com energia solar. A grande vantagem da utilização dessas luminárias é poder dispensar todos os conduítes e a fiação para a instalação, posto que cada luminária funciona como um sistema autônomo. Ou seja, as luminárias são mais caras, mas o custo é compensado por dispensar as instalações².

Fontes:

(¹) http://www.blue-sol.com/energia-solar/cpfl-paulista-realiza-primeira-ligacao-a-rede-de-microgeracao-de-energia-a-partir-da-luz-solar

(²) http://www.arquiteturasolar.com.br/projetos/fotovoltaica