Minimalismo na decoração

Se você concorda com Leonardo da Vinci, ao qual se atribui a frase “a simplicidade é o último degrau da sofisticação”, uma casa com estilo minimalista é para você.

 

Resultante da confluência de diferentes vertentes artísticas, o minimalismo pode ser descrito como uma tendência que se expandiu pela arte estabelecendo múltiplos níveis de relação entre seus diversos desdobramentos. No entanto, abordar esta concepção enquanto mera condição ou categoria estilística equivale a recorrer a um reducionismo superficial e improcedente. Conceitualmente, pode-se dizer que a exaltação do minimal se configura como princípio operacional ou aproximação pela qual se busca alcançar a máxima tensão formal, o máximo impacto intelectual ou sensorial utilizando um mínimo de meios. O elementarismo compositivo de uma obra de inspiração minimalista artisticamente relevante não se restringe apenas a um marcante esforço de síntese. Envolve também o estabelecimento de abstrações múltiplas que se tornam assimiláveis a partir de mecanismos mais intelectuais do que sensoriais.

Embora sua referência mais literal vá ao encontro da arte minimalista norte-americana desenvolvida na década de 1960, manifestações arquitetônicas anteriores desta tendência remetem às vanguardas da arte abstrata surgidas em meio às inclinações reformistas do início do séc. XX, tais como o cubismo, o neoplasticismo e o construtivismo russo, dentre outros. Neste contexto, o anseio comum pela eliminação das referências estilísticas e pelo estabelecimento de novas identidades a partir da reformulação das linguagens formais nas artes favoreceu o desenvolvimento de experiências artísticas plurais caracterizadas pelo ímpeto de alacridade e originalidade, prenunciando as origens do Movimento Moderno. Já em um segundo momento, pode-se identificar o ressurgimento da tendência na arquitetura a partir de origens que remetem simultaneamente à arte minimalista e à própria arquitetura moderna, como uma espécie de neo-racionalismo manifesto que se contrapõe aos excessos figurativos e repletos de simbolismo do chamado ecletismo pós-moderno.

A partir de uma abordagem metodológica orientada para o esclarecimento dos sentidos diversos a partir das quais uma obra arquitetônica pode ser interpretada sob uma ótica minimalista, podemos citar, como exemplos ilustrativos, obras representativas de Gerrit Rietveld e Mies van der Rohe, pela proximidade das vanguardas artísticas, e Tadao Ando, Herzog & de Meuron e Paulo Mendes da Rocha, por pertencerem a contextos culturais e exercerem posições arquitetônicas bastante diversificadas.

A arquitetura do edifício (leia-se residência ou empresa) sugere a decoração de interiores, pois traduz em volumes, cor e forma, uma estética que remete às referências do arquiteto autor do projeto.

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A arquitetura de interiores (conhecida também como decoração) minimalista sugere o uso de móveis compactos e multifuncionais, sem adornos, acessórios e em tons neutros e cores sóbrias e/ou neutras.

Atualmente o minimalismo é uma das referências para a decoração de interiores. Caracteriza-se pela simplificação da forma e prevê que os móveis sejam compactos, multifuncionais e eficientes. A praticidade da vida urbana exige facilidades de manutenção e organização de fácil leitura. A organização torna o ambiente leve e proporciona bem-estar aos usuários.

A cor adotada deve predominar o ambiente. Quando se precisa diferenciar uma parede ou objeto, utilizar diferentes texturas, porém com a mesma cor.

Fontes:

http://caras.uol.com.br/decoracao/decoracao-minimalista-tendencia-veja-moveis-cores#.VMkUmmjF-0c

http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/08.088/208